quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MÚSICA POPULAR NA BAIXA IDADE MÉDIA (Continuação da História da música)

A arte dos Trovadores e a dos Minnesaenger

    A Música profana também foi cultivada na baixa idade média, muito embora nos seja difícil, hoje em dia,  tomar conhecimento dos seus documentos transmitidos oralmente ou conservados em manuscritos indecifráveis.
    O canto chão foi a fonte da música popular europeia . Às suas melodias eram adaptadas letras profanas.
    Os JOGRAIS, músicos ambulantes, divulgavam essa música, peregrinando pelas cidades e pelos castelos. Quase todas as canções se destinavam a fazer dançar (Rondó-dança alegre  em rodas com variações de rítimos-Balada, Estampie, etc). Outras descreviam feitos guerreiros, tinham conteudo puramente sentimental ou, mesmo humorístico ( Rotruenge, Sirvente, Lai, etc) Tenso ou Jogo Partido era um desafio poético-musical.
    Do século XI ao século XIII, coincidindo com o apogeu da cavalaria e as Cruzadas, floresce a arte dos TROVADORES ( Trouvères, ao norte da França, langue d'oil; Trubadours, ao sul, langue d'oc). Os trovadores inventam a música; deixam, porém , aos MENESTRESTREIS, seus servos, que se acompanham com a viola ou a harpa, a tarefa de interpretá-la.
    Os trovadores são, a princípio, nobres cavaleiros. Só mais tarde é que os burgueses se distinguem nessa instituição. Principais Troubadours: Guilherme IX, do Poitou (l087=1127), Bernardo de Ventadorn (1145-1195), Raimbaut de Vaqueiras (m.ap., 1207),Marcabru, Gaucelm Faidit, etc.; Trouvères: Ricardo Coração de Leão (m.1199, Raul de Couci (m. 1203), Tribaut de Navarra(1201-1253) e Adam de la Halle (12-1287), o Corcunda de Arras, autor de uma pastoral intitulada de Jeu de Robin et de Marion.
   Os cantos dos trovadores eram escritos em notas quadradas, semelhantes às empregadas atá hoje para o gregoriano. O rítimo dependia do verso, havendo seis tipos, chamados modos: 1° uma mínima com um semínina, 2° uma semínima com uma mínima; 3° uma minima pontuada com uma senínima e mais uma mínima; 4° uma semínima com duas mínimas, a úlima pontuada; 5°duas mínias pontuadas e 6° três seminimas. (continua...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A MÚSICA NAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ORIENTAIS - continuação

 
A lira rem origem entre os fenícios.
A música entre os hebreus.
a contribuição da Bíblia. A princípio não há músicos profissionais; todo o povo participa das comemorações. Aqueles aparecem no período dos reis. Não há influências estrangeiras
     A música no templo de Jerusalém. O canto antifonal. As trombetas de chifre e de prata
(antífona são dois coros que se alteram - colo e coro - Esta palavra vem do grego -antiphonè e do latim - antiphona - versículo que se entoa antes de um salmo. Primeiras palavras de um versículo, que, entoadas, dão o tom ao coro.).
     Os demais instrumentos da música permanecem influenciados pelo sistema pentafônico ( cinco sons alternados de 5ªs Ex. fá-dó, dó-sol,sol- ré  )

domingo, 10 de novembro de 2013

A MÚSICA NAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ORIENTAIS

     O Egito. Nas épocas de esplendor toda a música é ritual e de fundo religioso.
     Instrumentos em uso no Império antigo: harpas e flautas....(arte musical de um povo que se entregava satisfeito aos seus trabalhos e jogos, arte musical de um culto divino que sua paz e solenidade se mantinha afastado de todo paroxismo religioso) (Curt Sachs _ La música en la Antiguedad, pag 16).
     Durante o Império Médio começam as relações com a Síria. É introduzida a lira
     Durante o período das conquistas asiáticas (Novo Império) as influências estrangeiras  se fazem sentir mais fortemente. A flauta é substituida pelo oboé. A harpa angular substitui a harpa em forma de arco. São introduzidos alaúdes e tambores. Orquestras femininas de origem oriental. Maior movimentção na música e na dança.
     A escala pentafônica é usada nos Impérios Antigo e Médio. O Novo Império traz o cromatismo.
     A queironomia: movimentos de mão acompanhando o canto, destinados a representar os sons (cantar - fazer música com a mão).
     A música entre os assírios e babilônios. No começo é tida em elevado apreço e na velha hierarquia os músicos vinham logo após os deuses e os reis. Mais tarde decai, recebendo influência dos povos da Síria.
     A música e a astrologia. Importância do 5 e do 7 nas teorias musicais da antiguidade.
      O alaúde  tem origem na Mesopotâmia..
     A inscrição decifrada por Curt Sachs. Pentafonia; agregados de sons simultâneos.
     Os fenícios e outros povos da Síria. Sua influência sobre a música de todas as antigas civilizações. No começo de decadência (a partir do ano 1.000 a.C.) a música que eles "propagam pelo  é de carater sensual e libertino, umas vezes indolente, ou, no sentido de Platão, afeminada; outras, orgiásticas e desenfreadas" (Curt sachs La musica en la antiguedadad, pag 31) .( continua no próximo comentário)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ORIGEM DA MÚSICA. A MÚSICA DOS - PRIMITIVOS - 07-novembro-2013

Antiguidade da arte musical. Documentos datando da aurora da história humana (fragmento de um vaso em lápislázuli achado na Mesopotâmia, datado de 3.000 anos a.C.; baixos relevos egí
pcios remontando à mesma época). Esses documentos revelam a existência de uma arte já adiantada.
        Origem da música. Hipóteses filosóficas. A musicologia comparada
        A hipótese de Herbert Spenser (a música é um desenvolvimento do elemento expressivo da linguagem)
        A hipótese de Darwin (a música é uma reminiscência dos cantos ou gritos emitidos pelos animais antepassados do homem, nos, nos períodos de reprodução, para conquista de uma companheira)
        A hipótese de Carlos Bücher (a necessidade de ritmar o trabalho)
        A hipótese de Carlos Stumpf (os grritos dos primitivos, antes da formação da linguagem)
        A música e as forças sobrenaturais, na concepção dos primitivos.
        O músico confunde-se com o sacerdote e o curandeiro. Cantos, instrumentos e danças mágicas. O maraca. Os pontos de macumba.
        Os 3 estágios da evolução musical: 1° fórmula mágica; 2° arte religiosa; 3° arte profana.
        A predominância do ritmo na música primitiva. A incapacidade do cantor primitivo entoar sons fixos, obtidos em escala. A pobreza do instrumental.
        A escala primitiva pentafônica (cinco graus sem semitons)