segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Salvos para Servir - O SACRIFÍCIO DE CRISTO E A CELEBRAÇÃO DA SANTA CEIA-5-9-2016

     Quando lemos no Antigo Testamento (AT) as leis que nos falam sobre as cerimônias exigidas do povo de Deus, geralmente, ficamos confusos. São tantas informações e detalhes que é difícil compreender o exato sentido de todos esses procedimentos. Contudo, sabemos que tudo que foi escrito, para o nosso ensino foi escrito. E também estamos  cientes de que as cerimônias do AT são sobras do Cristo que viria. Podemos dizer, então que os sacrifícios e os rituais são tipos, símbolos e figuras que apontam para a Pessoa e obra do nosso Senhor Jesus. Portanto, é preciso que entendamos tais cerimônias para reconhecermos seu real sentido.
     Além disso, os sacrifícios antigos são sinais visíveis da mesma graça apontada, no AT, pelo sacramento da Santa Ceia do Senhor. Desse modo, para prestarmos um culto verdadeiramente racional e em espírito e em verdade, tal como foi exigido pelas Escrituras, precisamos cultuar com nossa mente, por meio de uma fé que entenda o significado do que cantamos, fazemos e celebramos em nossas reuniões públicas. Assim, compreender os sacrifícios da dispensação vetusta nos leva, consequentemente, a sabermos com maior precisão o sentido da ceia que tomamos, do culto que prestamos e da obra que Jesus realizou em nosso favor.
     Os sacrifícios do AT eram divididos em três tipos. Primeiro, os sacrifícios expiatórios, que serviam para expiar o pecado e conceder o perdão do faltoso. Segundo, os sacrifícios de consagração, que apontavam para a total entrega e dedicação da vida do ofertante para o Seu Deus e Redentor.
     Finalmente, havia os sacrifícios comunais, que consistem das ofertas que expressão um desejo voluntário por parte do adorador de dedicar ao Senhor algo que lhe pertence como prova de gratidão e serviço.
    Por isso, "tais ofertas não eram exigidas pela lei por uma regulamentação explícita, mas eram permitidas na condição de que o ofertante satisfizesse os requerimentos da expiação e da consagração (TENNEY, Merril). Com efeito, o sacrifício comunal estava fundamentado nos dois tipos de sacrifícios anteriormente mencionados: expiatórios e de consagração.
    Os sacrifícios expiatórios eram fundamento primeiro de todas as cerimônias sacrificiais do AT, porque apontavam para a necessidade primária do adorador de receber o perdão de Deus através de uma vítima que assumisse seu pecado e culpa, substituindo-o. Em seguida, o adorador comprometia sua vida a Deus como consagração ao serviço que o perdoou. Nesse momento se enquadram os sacrifícios de consagração. Só então eram celebrados os sacrifícios comunais que expressam o espírito voluntário e de gratidão do adorador engajado no serviço a Deus. 
     O mais importante dos sacrifícios comunais era a oferta pacífica que era designada em  hebraico pela palavra shelem, ou no plural shelamim, da mesma raiz da palavra shalom  (paz). O termo aponta para três aspectos do relacionamento do cultuante com o Deus da aliança. Primeiramente, a oferta pacífica simboliza a dádiva da paz, os seja, " a bênção da integridade, bem-estar, e a condição de estar em paz com Deus". (HARRIS, R. Laird). ;destarte, o sacrifício era a celebração da comunidade, na presença de Deus, usufruindo das dádivas decorrentes da expiação e da consagração.
     Tais bênção manifestam-se pela comunhão co Deus que permeia a comunhão entre os irmãos e também com a santificação da vida comum, já que essas refeições eram tomadas por todo o povo e suas famílias fora do santuário.



      Extraido do Boletim Informativo da 1ª IP de Montes Claros-MG escrito pelo Rev. Gustavo H. Quintela Franca, pastor titular da 1ª IPB em Montes Claros-MG..

     Postado por Salvos para Servir - ELEINA - limaelienai.blospot.com.br ou lima.elienai29@hotmail.com - Montes Claros 05-set.-2016